Carta de um amor que está morrendo

Eu pedi, com o pouco de fôlego que me restava, que você não destruísse a admiração que eu sentia por você.
Era só isso que eu queria: guardar uma lembrança bonita do meu menino.
Aquele menino que me fazia sorrir só por estar perto.
Aquele que, mesmo no meio do caos, ainda me fazia sentir algo bom.
Mas você não soube cuidar nem disso.

Você não destruiu só o que havia entre nós, você está apagando até o que me fazia te olhar com carinho.
A cada gesto frio, a cada silêncio calculado, a cada olhar vazio, você está matando o pouco que ainda restava aqui dentro.
Está matando meu amor.
Está me matando, aos poucos, por dentro.

E o mais cruel disso tudo é que você sabe.
Você sabe o poder que tem.
Sabe que minha voz treme quando falo de você.
Sabe que meu coração ainda quer correr quando escuta o seu nome.
E mesmo assim, segue esmagando tudo como se não fosse nada.

Talvez você ache que é força.
Mas não é.
É crueldade.

Tudo o que eu queria agora era te guardar em algum lugar bonito dentro de mim.
Guardar a imagem do menino que eu admirei, que eu desejei, que eu amei com tudo que tive.
Mas você tá me obrigando a esquecer até isso.

Se era isso que você queria…
Parabéns.

Você conseguiu.
Tá matando tudo.

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