A Torre caiu…

Você me venceu,
Eu tentei de todas as formas,
Resisti com tudo que pude pra tentar ser a pessoa que eu sempre fui:
Amiga, companheira, fiel as coisas que acredito e que achava que era o certo,
Mas você sempre vinha com uma faca na mão, me cortando, me podando.

Eu tinha que andar pisando em cacos de vidro, cuidando com o que falava, cuidando como deveria agir,
Me moldando a algo que eu nunca fui, só pra continuar ali
E isso foi me destruindo, só me destruindo.
Até que chegou a um ponto onde o limite do inaceitável foi rompido.

Você sempre esteve com uma arma na minha cabeça, me guiando tal qual sequestrador manipula sua vítima,
Mas dessa vez você atirou e eu não tinha mais resistência.
Eu caí morta na sua frente e você não fez nada,
Mesmo ali caída ainda podia ouvir o eco da sua voz me lembrando do quão o mundo seria cruel comigo,
Mesmo que essa crueldade hoje vinha de você,
O quanto o mundo queria meu fim, minha morte, minha destruição,
Mesmo que era você quem estava me destruindo agora.

Ali morria todo o resto que havia ficado de mim, o monstro havia me vencido sem que eu tivesse qualquer defesa,
Porque eu me desarmei inteira pra você e fui apunhalada por aquele que coloquei como peça mais importante de meu tabuleiro.

Houve um tempo que você me desenhava como a Torre
E eu estava ali o tempo todo pra te proteger, até de você mesmo quando, como rei que você foi, pensou em tombar e desistir do jogo,
Mas quem podia me proteger de você? Quem protege a Torre?
Eu fui me quebrando a cada golpe e resisti até a ultima jogada que tinha força,
Mas caí…
E quem perdeu o jogo fui eu.

Foi o fim pra mim.

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