Lágrimas de amor – Pelo coração dela.

Não era uma ligação de trabalho. Não era para resolver nada, nem para discutir.
Era ele. Só ele.
O meu menino, do outro lado da linha, me chamando e pedindo sem dizer com todas as letras: “cuida de mim?”.

A voz dele veio carregada de um cansaço que não se cura com sono.
Entre pausas e tragos de silêncio, ele começou a falar.
Falou sobre a vida, sobre os pesos que carrega, e então sobre ela, a mulher que, um dia, ele tanto amou.
A que deveria ter vindo vê-lo. mas desistiu e o motivo:
“Foi por sua causa, porque você está afim dela”, ele disse que ela falou.

Engoli seco.
Não perguntei mais, não pressionei. Mas dentro de mim, um pequeno terremoto começou.
Se ela disse, é porque viu algo.
E se ela viu, o que será que ele sente?

Do outro lado, ele não percebeu minha respiração tremer nem minhas lágrimas que correram.
Ou percebeu, mas fingiu que não.
Eu só ouvia o som de alguém que, pela primeira vez, me deixava ver a alma nua, sem as armaduras, sem as paredes.
E ele chorou.
Meu menino chorou.

No fim, quando o silêncio se assentou, eu disse:
“Se cuida… porque eu te amo.”
E ele respondeu, sem hesitar:
“Eu também te amo, muito.”

Não sei se foi a verdade dele ou apenas um sopro de momento.
Só sei que naquela hora, naquela ligação, ele foi meu, e eu fui dele.
E isso… isso ninguém tira.

Ela…
A sua Torre.

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