Na real, somos dois idiotas.
Você aí, se machucando por ela.
Eu aqui, me machucando por você.
Dois corações vivendo em mundos irreais,
alimentando amores que não têm espaço pra existir,
por pessoas que nunca quiseram estar de verdade ao nosso lado.
Você se mantém disponível pra ela,
ouvindo palavras que te ferem,
na esperança de reconstruir algo
que, se fosse pra ser, já estaria de pé.
Enquanto isso, eu sigo aos teus pés,
quase implorando por um pouco do teu tempo,
por um fragmento da tua atenção,
mesmo sabendo que tudo tem prazo pra acabar.
E assim seguimos:
um do lado do outro,
eu olhando pra você,
você olhando pra ela,
e no fim, ninguém se enxerga de verdade.
Era só virar o rosto,
ver quem ainda está aqui.
Mas falar é mais fácil do que sentir,
e no final dessa história
todo mundo acaba sozinho e vazio.
O tempo passa.
A gente se perde.
E nada se vive.
Sempre à sombra do que não existe,
reféns do vazio que nos resta agora.
