Carta ao amor da minha vida

Meu amor,

Eu estive aqui.
Estive em cada silêncio seu, em cada abismo que se abriu entre nós, em cada ausência sua que me rasgava por dentro.
Eu estive aqui quando você me ignorava, quando sumia, quando seu mundo desabava e você despejava em mim sua dor.
Eu estive aqui, inteira, mesmo quando isso me custava pedaços de mim.

Fui o ombro, a presença, a paciência.
Fui quem acreditou no seu olhar mesmo quando suas palavras o negavam.
Fui quem segurou sua mão e, por um instante, acreditou que não existiam muros entre nós.
Fui quem te amou sem reservas, mesmo sabendo que o risco era só meu.

E eu te amo.
Amo como nunca amei ninguém.
Amo tanto que me tornei silêncio para não te sufocar, amo tanto que aceitei migalhas como se fossem festins, amo tanto que me anulei, só para poder estar perto.
Você é, e sempre será, o amor da minha vida.

Mas amar assim tem me destruído.
E por mais que doa, preciso guardar esse amor só dentro de mim.
Preciso guardar a lembrança do que fomos e do que nunca seremos.
Preciso te manter aqui, no coração, como o amor impossível que marcou minha vida, mas não posso mais me perder tentando te alcançar.

Eu vou embora.
Levo comigo tudo que vivi ao seu lado, cada instante em que acreditei, cada carinho que ofereci, cada sorriso que me fez sentir viva.
E levo também a certeza de que amei de verdade.
Amei você.
Com tudo que eu sou.

Mas agora é hora de amar a mim também.

Adeus, meu amor.
Você foi e sempre será o meu menino, o meu amor impossível.

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