Monstro

eria ela um monstro?
Um animal que vivia sedado por não ter o controle sobre si mesma, sobre sua mente, suas atitudes.
Um terrível e gélido monstro que não via nada à sua frente além do frio e da destruição, a autodestruição, cada corte era uma marca do monstro tentando se libertar, mas ela tinha que ser forte, ela precisava, haviam pessoas por ela, que a mantinham viva e algemavam o monstro dentro dela.
As vezes ela pensava em morrer pra matar o monstro que se tornara, ouvia os gritos dele a chamando de lixo, de inútil, mas ela gritava contra ele: “Não sinta! Não sinta!”
Ela tentou…
E continuava tentando, sem visão, sem perspectiva,
apenas segurando o monstro e tentando de novo.

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