Categoria: Amor
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Durma bem sob meus mísseis
Ele disse, com a frieza de quem aponta uma arma pra dentro do peito de alguém:“Durma bem sob meus mísseis.” E essa frase ficou ali, suspensa no ar, feito fumaça tóxica que não se dissipa.Ficou ecoando nas paredes da madrugada, atravessando a carne, corroendo tudo que ainda restava de claro dentro de mim. “Durma bem
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GUERRA AO SILÊNCIO
E então amanheceu o dia. O sol ainda nem levantara os ossosquando o celular voltou a tremernão como aviso, mas como ameaça.Era como se a madrugada tivesse vomitado mais uma veza fúria que ele tentava pendurar no meu pescoço. Vieram as mensagens.Não eram palavras de um homem.Eram decretos de um tirano imaginário,metáforas militares,um teatro de
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DESPERTAR DA MADRUGADA
Houve uma madrugada em que o mundo pareceu desabar por dentro,não com estrondomas com aquele silêncio geladoque só existe depois que algo quebra de vez. A tela do celular pulsava como um coração enfermo:E entre as chamadas perdidas,uma insistência que já não era procura,mas possessão.Um chamado vindo da escuridão dele,pedindo que eu descesse mais uma
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