Categoria: Cartas

  • Fragmentos

    Às vezes eu penso que deixei de ser importante pra ele.O silêncio dele pesa como porta fechada, dessas que a gente encosta o ouvido tentando ouvir algum sinal de vida, mas só encontra o nada. Ele não me chama mais. Não pergunta como eu estou. E quando eu tento me aproximar, ou vira briga, ou

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  • ENTRE O QUE SOBRA E O QUE NASCE

    Há histórias que não sabem terminar.A nossa é uma delas.Ela não se despediu.Só mudou de forma, como um rio que procura outro caminho quando a margem cede. E eu percebi isso no dia em que tudo entre nós mudou, não com um estrondo, mas com o teu silêncio, que pesa mais do que qualquer grito.

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  • Durma bem sob meus mísseis

    Ele disse, com a frieza de quem aponta uma arma pra dentro do peito de alguém:“Durma bem sob meus mísseis.” E essa frase ficou ali, suspensa no ar, feito fumaça tóxica que não se dissipa.Ficou ecoando nas paredes da madrugada, atravessando a carne, corroendo tudo que ainda restava de claro dentro de mim. “Durma bem

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