Luto de um Quase Amor

Existe um tipo de luto que ninguém entende.
É o luto por algo que nunca chegou a ser, mas que, dentro da gente, já era tudo.
Um luto silencioso, invisível, desprezado até por quem o causou.
O luto por um “quase”.

Quase amor.
Quase história.
Quase abraço definitivo.
Quase um começo bonito que acabou antes de ser escrito.

Você e eu…
Nunca fomos oficialmente nada e ainda assim, eu perdi tudo.

Perdi planos que só existiam na minha cabeça,
sonhos que eu construí com cada palavra sua,
com cada gesto que parecia dizer: “fica”.
Perdi as conversas longas, os sorrisos fáceis, os olhares que eu jurei que diziam mais do que você conseguia dizer.

Agora me resta esse luto que tem seu nome,
de algo que não houve fim, só ausência.
Não houve despedida, só silêncio.
Não houve morte, mas houve um adeus que doeu mais do que qualquer grito.

Eu me vejo tentando seguir,
mas tem um pedaço meu que ainda espera.
Que ainda acredita que esse “quase” vai voltar e, quem sabe, virar alguma coisa.
Mas ele não volta.
E eu preciso aceitar.

Luto por um amor que não foi e que se foi,
mas que me tocou como se tivesse sido o maior da minha vida.
E talvez tenha sido, mesmo sem ter sido nada.

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