Nos braços da Morte

Lava-me numa poça de sangue

Como alma sedenta por vingar a existência de seu corpo frio

Que por um tiro à queima roupa

Jaz no gélido chão de uma sala escura.

Escura como as sombras de dentro de mim

Que por anos atormentaram minha mente

Como vozes que gritavam incessantemente a meu ouvido

Me mandando nesta vida maldita por um fim.

Maldita existência esta minha

Que agora se finda em uma tragédia

Como obra de arte mórbida pintada com sangue

Deste corpo seco já sem vida

Pintura fúnebre de minha história

de uma alma que há muito já havia partido

Deixando apenas este invólucro vazio

com um tiro na cabeça silenciando minha mente infernal.

A ti amiga morte eu me entrego

Implorando que me leves desse mundo

Desejando que meus olhos nunca voltem

A olhar para as tristezas que passei

Lave minha alma neste sangue

E a ti minha alma entregarei

Para que me leves tão distante

Para um tempo de onde nunca voltarei

Categories


Search