Amar alguém que não sabe amar é como segurar água nas mãos
ela existe, está ali, toca a pele… mas insiste em escapar pelos dedos.
Você sente o calor quando ele se abre,
nas raras vezes em que o coração dele esquece de erguer muralhas.
Mas logo vem o silêncio,
o afastamento,
o jeito de quem não sabe se merece o que recebe.
Ele gosta, você vê nos olhos, no tom da voz, nas palavras soltas em noites improváveis.
Mas o gostar dele vem cheio de pausas,
cheio de vazios que você tenta preencher com sua luz.
E assim você se diminui,
faz-se farol,
faz-se abrigo,
espera a tempestade passar.
Só que amar alguém assim é também se perguntar:
E quem me ilumina quando a minha luz se apaga?
